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  • Cinco onças-pintadas em um só dia: o safári em família de Michael no Pantanal

    Cinco onças-pintadas em um só dia: o safári em família de Michael no Pantanal

    Uma família suíça de cinco pessoas, um romance lido 15 anos antes e quatro dias entre a Transpantaneira e os rios de Porto Jofre, nas palavras do próprio Michael

    Michael Lang tem 51 anos e é clínico geral, dono de um pequeno consultório particular no noroeste da Suíça, a 10 quilômetros das fronteiras com a Alemanha e a França. Ele planejou as férias com a família e alguns amigos, embora o destino tenha mudado algumas vezes: primeiro Sri Lanka, depois África e Costa Rica, até que o Brasil ganhou a disputa.

    Michael queria conhecer o Rio de Janeiro, ver as Cataratas do Iguaçu e fazer um safári na Amazônia ou no Pantanal, que levou a melhor, em grande parte por causa de um livro. Há cerca de 15 anos, ele leu O Testamento, romance de John Grisham sobre um advogado enviado às áreas alagadas do Brasil para encontrar uma missionária.

    Em julho de 2026, Michael, a esposa e os três filhos, de 17 a 21 anos, passaram quatro dias no Safári Econômico de Onças no Pantanal, uma viagem organizada pelo PlanetaEXO e conduzida por um guia local. Esta é a história dele. Confira abaixo!

    Quatro dias na Transpantaneira (e nem um minuto de tédio)

    O Testamento se passa no Pantanal Sul, mas Michael e a família foram para o Pantanal Norte. Para chegar lá, voaram até Cuiabá e seguiram de carro. A viagem teve duas bases. Primeiro, uma pousada mais ao norte; depois, a região dos rios em volta de Porto Jofre, onde termina a estrada Transpantaneira.

    Michael gostou da mudança de cenário. “Foi muito interessante conhecer esses lugares diferentes. Nunca fiquei entediado”, contou. O ritmo também combinou com ele. “Era bem relaxante ficar sentado no barco, deslizando pelo rio.”

    Na hora de apontar o momento mais difícil, Michael não achou nenhum. Nada de trilha puxada, de tempo ruim ou de passeio de barco que demorasse demais. “Na verdade, não tem nada que eu possa dizer que tenha sido complicado para mim”, respondeu. Ele sabe que quatro dias é pouco para os padrões do Pantanal e que existem roteiros mais longos, mas não conseguiu citar um único ponto negativo.

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    Cinco onças-pintadas em um só dia

    Michael adora bichos e é fotógrafo amador de carteirinha, mas não é nenhum especialista em fauna. No Pantanal, sua lista de desejos tinha um protagonista. “Eu queria muito ver onças-pintadas. E vimos um monte delas.” Em um único dia, o grupo avistou cerca de cinco onças em cinco pontos diferentes.

    E não parou por aí: aves por toda parte, uma anta, cervos, ariranhas e muitos jacarés. Claro que Michael, apaixonado por animais, ficou nas nuvens.

    É por isso que os viajantes vêm de tão longe. Na região de Porto Jofre, os rios Cuiabá, Piquiri e Três Irmãos atravessam o Parque Estadual Encontro das Águas, a área pantaneira com as maiores chances de ver onças-pintadas. O pico de avistamentos vai de maio a outubro, nas estações intermediária e seca.

    O aspecto que mais chamou sua atenção foi a ausência de multidões e a pouca quantidade de viajantes pelo local. Nas Cataratas do Iguaçu, viu “centenas de pessoas numa plataforma e nas passarelas”. No rio do Pantanal, a história era outra. “Há uns dez barcos, talvez uma dúzia. Sem turismo em excesso, eu diria.”

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    Um tour privativo e sob medida

    Michael achava que ia dividir o guia, Fábio, com um grupo de dez ou 12 pessoas. Não foi o que aconteceu: o guia era só deles. “Ele foi praticamente nosso guia particular. Eu não esperava isso”, disse. “Foi uma grande surpresa para mim. Mas foi excelente, porque dava para perguntar tudo.”

    Com isso, quem ditava o ritmo era a família. “A gente podia ir no nosso tempo. Nós falávamos: ‘Olha, queremos fazer isso ou aquilo, ou queremos sair neste horário ou naquele’. Então foi tudo muito personalizado”, elogiou. Junto com as onças, foi o ponto alto da viagem para ele. “O contato pessoal com o guia foi excelente.”

    O inglês de Fábio não ajudou só na hora de falar dos bichos. No resto do Brasil, a família teve dificuldade para se comunicar com os locais, mas com o guia foi possível conversar a fundo. “A gente sempre falava de cultura, religião, finanças, política e por aí vai”, disse. “Acho que foi o contato mais próximo que tivemos durante a viagem.”

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    Sapos no banheiro e uma ariranha chamada Cheetah

    Antes de contar uma das histórias engraçadas da viagem, Michael olhou de relance para a filha. Alguns sapinhos tinham ido parar nos quartos da família, fazendo com que ela ficasse com medo de ir ao banheiro. A resposta dele diz tudo sobre o Pantanal: “A gente não está numa cidade. Estamos no meio da natureza.

    E teve também a Cheetah, uma ariranha bem acostumada com humanos. A família cruzou com ela duas vezes no rio, e nas duas ela tentou embarcar. “Ela sempre queria pular para dentro do barco. Era muito engraçado”, contou, rindo.

    Na água, os outros momentos preferidos dele foram os mais calmos, como admirar a paisagem nos passeios de barco ao nascer e ao pôr do sol.

    👉 Leia mais: Animais do Pantanal: fauna e vida selvagem

    E quanto à segurança no Brasil? A resposta sincera de Michael

    Michael nunca se sentiu inseguro no Brasil e explica o motivo com naturalidade. A família evitou as áreas mais arriscadas do Rio e de São Paulo e usou aplicativos de transporte para se deslocar. Como eram duas famílias viajando juntas, andavam sempre em grupo.

    Ele contou sua principal regra para circular sem sustos por lugares desconhecidos. “Se você fica atento ao que pode acontecer, não precisa passar por situações desagradáveis.”

    Michael achou que a Avenida Paulista lembrava Paris, com ruas largas e limpas. Já nos arredores de marcos como a Catedral da Sé e o Mercadão, a cidade mostrava um lado mais duro. Como já tinha visto lugares parecidos, ele não se chocou, mas o contraste entre as duas regiões ficou na memória.

    Ritmo mais lento e comida mais gostosa do que o esperado

    Para muitos europeus, diz Michael, o Brasil é sinônimo de futebol e quase nada além disso. Para ele e a família, a realidade é mais rica e muito mais diversa. A barreira do idioma atrapalhou um pouco, mas o que conquistou sua família foram as pessoas e o ritmo.

    Michael não esperava, mas sua esposa se apaixonou pelo país. “Ela disse que as pessoas são muito simpáticas e muito tranquilas em comparação com a Suíça”, compartilhou, acrescentando que até mesmo uma ida ao supermercado é uma correria em seu país. “No Brasil, era tudo mais devagar. Gosto disso.”

    A comida foi outra surpresa. Michael imaginava algo bem simples, mas se deparou com um verdadeiro banquete. “A comida brasileira foi muito melhor do que a gente esperava, e mais barata do que em outros países. Isso me surpreendeu muito.”

    O Brasil de Michael cabe numa lista: praias quentes e ensolaradas, pessoas tranquilas, cidades grandes, cachoeiras e vida selvagem. O único porém é o tamanho do país, já que “as distâncias são enormes”, então ele sugere incluir voos domésticos no planejamento de viagem. “Recomendo o Brasil para todo mundo que me pergunta aonde ir nas férias. É um lugar onde tem de tudo”, afirmou.

    As dicas de Michael para a primeira viagem ao Brasil

    E se um amigo estivesse planejando a primeira viagem ao país? Os conselhos de Michael são práticos:

    • Misture cidades, natureza e vida selvagem: a família dele uniu, em uma única viagem, São Paulo, Rio de Janeiro, Cataratas do Iguaçu, Ilha Grande e Pantanal.
    • Reserve alguns dias a mais para Ilha Grande, no estado do Rio: após passarem três dias na ilha, os filhos de Michael a colocaram entre as melhores experiências no Brasil, destacando que é “só praia e uma vila linda”.
    • Inclua o safári no orçamento desde o começo: um safári no Pantanal não sai exatamente barato, nem na versão econômica. No fim das contas, Michael achou que o guia particular e a organização valeram o investimento.
    • Escolha um guia que fale inglês: fora dos hotéis, nem sempre é fácil achar quem fale o idioma, então um guia fluente é a melhor porta de entrada para o país.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem ao Pantanal

    Próximo destino: Salvador ou Lençóis Maranhenses

    Michael quer voltar. Na lista estão Salvador e os Lençóis Maranhenses, com suas dunas de areia branca e lagoas de água cristalina.

    Depois de conhecer as Cataratas do Iguaçu, ele também quer explorar mais o Sul do Brasil, mesmo sem ter um destino definido ainda. Opções não faltam!

    👉 Leia mais: 10 Curiosidades sobre os Lençóis Maranhenses, Brasil

    Conheça o Pantanal com o PlanetaEXO

    Agora que você viu o Pantanal pelos olhos de Michael, já sabe o que vai encontrar por lá: onças-pintadas, ariranhas, jacarés e passeios de barco ao nascer e ao pôr do sol. É hora de ver tudo isso de perto!

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para o Pantanal. Em parceria com guias e operadores locais experientes, cuidamos da logística (traslados, pousadas, refeições e safáris de barco) para que você e sua família só se preocupem em aproveitar a experiência. Fale conosco agora!

  • A produtora Jihee Yeon filma as dunas dos Lençóis Maranhenses sob um céu alaranjado com o controle de um drone

    Gravação nos Lençóis Maranhenses para a TV coreana: a história de Jihee Yeon no Brasil

    Uma produtora coreana se aventurou nos Lençóis Maranhenses para gravar uma reportagem da KBS, caminhou três dias pelas dunas e saiu de lá impressionada com a beleza e o acolhimento do Brasil

    Produtora da KBS, a principal emissora pública de rádio e televisão da Coreia do Sul, Jihee Yeon, de 34 anos, foi aos Lençóis Maranhenses em busca das imagens mais bonitas que conseguisse gravar para uma reportagem especial.

    “Várias pessoas me recomendaram os Lençóis Maranhenses e disseram que seria a época ideal para visitar a região, pois as lagoas estariam cheias”, contou. “Assim que vi as fotos e os vídeos, fiquei encantada com a paisagem.” Na mesma hora, começou a planejar as gravações.

    Ao lado do cinegrafista Soo Han Kim, que mora em São Paulo e documenta histórias sul-coreanas na América do Sul, Jihee percorreu o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses com equipamento pesado de TV. São 155.000 hectares no estado do Maranhão, com imensas dunas de areia branca que chegam a 40 metros de altura e lagoas de água da chuva. O parque foi só uma etapa de um roteiro maior, que passou também por Belém, Ilha de Marajó, São Luís e Salvador.

    Dois trilheiros atravessam uma duna branca ondulada nos Lençóis Maranhenses, deixando um rastro de pegadas

    Jihee cruzou dunas e lagoas em uma travessia de 3 dias nos Lençóis Maranhenses, organizada e conduzida pela equipe do PlanetaEXO e por guias locais. Agora, contamos sua história. Confira abaixo!

    O que ela veio gravar

    Antes mesmo de chegar, Jihee já tinha uma imagem bem definida na cabeça. “Eu queria filmar as lagoas azuis surgindo depois de uma duna e outra, com água em meio a uma paisagem que mais parece um deserto infinito”, disse.

    A outra metade da pauta eram as pessoas: ela queria conhecer os viajantes que cruzam o parque a pé, e não de 4×4, porque desconfiava que essa escolha tinha significado. “Imaginei que aqueles que optavam por caminhar, em vez de viajar de carro, talvez tivessem motivos especiais para isso e vivenciassem a paisagem de uma maneira mais significativa.”

    O Parque Nacional entregou a primeira parte exatamente como prometido. O que Jihee subestimou foi a dimensão de tudo. “Eu imaginava que as dunas estariam concentradas apenas em algumas áreas, mas se estenderam diante de nós durante os três dias inteiros de caminhada.” E completou: “Não tinha ideia de que a paisagem fosse tão vasta.”

    Houve também uma surpresa de outro tipo: nadar nem estava nos planos. “Não pensei que gostaria tanto de nadar ali, mas era impossível resistir às lagoas.”

    Trilheiros caminham por uma duna de areia branca ao lado de uma lagoa azul-turquesa nos Lençóis Maranhenses
    Photo: KBS

    👉 Leia mais: As melhores lagoas dos Lençóis Maranhenses: o deserto de mil lagoas do Brasil

    Uma paisagem sem termo de comparação

    Jihee conhece desertos de vários países, e foi exatamente por isso que nenhuma comparação funcionou. “Nunca havia visto nada semelhante: inúmeras lagoas espalhadas por uma imensa extensão de dunas, com pequenos povoados inseridos nessa paisagem, contou, maravilhada.

    Esse último detalhe pega muitos viajantes de surpresa: os Lençóis Maranhenses não são um lugar vazio. A experiência de travessia só é possível graças às pequenas comunidades estabelecidas no interior e no entorno do parque. Conectados por trilhas de caminhada, esses vilarejos fornecem o acolhimento, a alimentação e a hospedagem essenciais para os trilheiros.

    Ao ser questionada se algum lugar na Coreia, ou em qualquer outro destino onde já trabalhou, chegava perto disso, ela foi breve. “Já viajei por muitos lugares, mas os Lençóis Maranhenses são realmente únicos e diferentes de tudo o que eu havia visto antes.”

    👉 Leia mais: 10 Curiosidades sobre os Lençóis Maranhenses, Brasil

    As crianças, as flores e um tempo diferente

    Pergunte a Jihee sobre os moradores e ela começa pelas crianças. “Em vez de simplesmente nos tratarem como turistas, pareciam genuinamente felizes em nos receber e passar aquele tempo conosco, lembrou. O grupo nadou com elas nas lagoas, “e as crianças chegaram a nos presentear com flores que haviam colhido nas proximidades. Foi uma experiência extremamente acolhedora e que acredito que nunca esquecerei.”

    A diferença cultural que mais chamou a atenção dela não foi a comida nem a língua, mas o tempo. “Na Coreia, estamos acostumados a nos movimentar rapidamente e a seguir horários bem definidos”, explicou. “Ali, porém, cada dia parecia transcorrer de maneira mais natural, de acordo com o clima, o ambiente e as relações entre as pessoas.”

    Jihee fez questão de não cair no clichê. “Eu não descreveria isso simplesmente como um ritmo de vida mais lento, mas como uma forma de viver mais próxima dos ritmos da natureza.”

    Vista aérea de um grupo de trilheiros em fila indiana atravessando as dunas ao lado de uma lagoa turquesa nos Lençóis Maranhenses
    Photo: KBS

    👉 Leia mais: Como se formaram os Lençóis Maranhenses: entenda as dunas de areia do Brasil e suas lagoas

    A primeira noite de Jihee em uma rede

    Nos acampamentos e nas pousadas dos vilarejos ao longo da travessia, a cama dá lugar à rede. Jihee nunca tinha dormido em uma, mas a estreia se tornou um dos pontos altos da viagem para ela.

    “Gostei especialmente de passar a noite ao lado dos outros viajantes, cada um deitado em sua rede enquanto conversávamos”, contou. “Foi muito mais confortável do que eu esperava, e comecei a entender por que as pessoas que vivem nos povoados preferem redes a camas.”

    Além de conduzir o grupo, os guias assumiram um papel especial nesta expedição, algo fora da rotina tradicional: durante três dias, Jihee levou equipamento pesado de filmagem pela areia. “O guia me ajudou a carregar o material e sempre verificava se eu precisava de alguma ajuda durante as gravações”, elogiou. A partir do segundo dia, o grupo se juntou a outro maior e a programação ficou mais apertada, mas “mesmo assim, o guia fez todo o possível para apoiar o meu trabalho.”

    Sobre as hospedagens, os guias e a organização da viagem como um todo, Jihee resume: “Fiquei muito satisfeita com toda a experiência.”

    Vista aérea de casas com telhado de palha num povoado cercado de vegetação e lagoas nos Lençóis Maranhenses
    Photo: KBS

    👉 Leia mais: Onde ficar nos Lençóis Maranhenses?

    Antes do nascer do sol, deitada na areia

    O momento preferido de Jihee na travessia não teve nada de gravação. “Meu momento favorito foi quando saímos antes do nascer do sol e nos deitamos juntos na areia para observar as estrelas.”

    Além da paisagem, o que mais impressionou Jihee foi observar os companheiros de caminhada. Enquanto ela seguia concentrada nas gravações, eles viviam a travessia em um ritmo completamente diferente. “Eles contemplavam a paisagem infinita sem pressa”, lembrou. “Sentiam a areia sob os pés, nadavam nas lagoas e até se sentavam à beira da água para ler.”

    “Eles não estavam apenas olhando para os Lençóis Maranhenses; estavam vivenciando o lugar por inteiro, com todo o corpo, refletiu. “Isso me marcou profundamente.”

    Céu estrelado sobre abrigos de palha e redes durante a travessia dos Lençóis Maranhenses

    👉 Leia mais: Quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses?

    As dicas de Jihee para quem vai aos Lençóis Maranhenses pela primeira vez

    Jihee tem uma credencial curiosa para dar conselhos, já que foi a única pessoa da travessia que não conseguiu segui-los. Trabalhar com câmera significava estar sempre em movimento, com muito equipamento a tiracolo, e isso teve um preço. “Eu estava tão ocupada que, em alguns momentos, não tive tempo nem tranquilidade para mergulhar completamente na paisagem diante de mim. Isso é algo de que me arrependo”, admitiu.

    Ainda assim, voltou para casa com algumas lições valiosas.

    Mão segura uma ninfeia branca e pequenas flores silvestres colhidas na beira de uma lagoa dos Lençóis Maranhenses
    Photo: KBS

    Leve o mínimo possível

    Essa lição Jihee aprendeu na pele. Em uma travessia feita inteiramente a pé, sobre areia fofa, cada quilo a mais faz diferença ao longo do caminho, e ela ainda carregava equipamento pesado de filmagem nas costas. Foi um desafio e tanto.

    Não viva os dias pelo relógio

    Para quem vai só a passeio, ela recomenda “não ter pressa e se permitir apreciar plenamente a paisagem”.

    Jihee acha que a melhor forma de conhecer os Lençóis Maranhenses é deixar que o parque dite o ritmo, não o relógio.

    Chegue disposto a se entregar

    “Eu recomendaria que os visitantes fossem preparados para se entregar de corpo e alma à paisagem e a toda a experiência, assim como fizeram as pessoas que viajaram comigo.” Na prática, isso quer dizer entrar nas lagoas, dormir na rede e tirar o tempo necessário para contemplar a paisagem até a ficha cair, tamanha a beleza dos Lençóis.

    👉 Leia mais: 10 Dicas para Aproveitar ao Máximo a sua Viagem aos Lençóis Maranhenses

    E quanto à segurança no Brasil? A resposta sincera de Jihee

    Jihee passou por cinco destinos com equipamento caro e, muitas vezes, gravou na rua. Sobre Belém e a Ilha de Marajó, no Pará, e São Luís e os Lençóis Maranhenses, no Maranhão, ela não tem dúvida: “Senti-me extremamente segura e tranquila. Pude andar livremente à noite e filmar nas ruas, deixando meus equipamentos próximos a mim, sem me sentir ameaçada.”

    O único alerta que recebeu antes de viajar foi sobre Salvador, na Bahia, mas a história foi outra. “Quando cheguei à cidade, as pessoas ao meu redor fizeram questão de me ajudar”, contou. Moradores locais, incluindo motoristas de aplicativos, “explicaram cuidadosamente quais precauções eu deveria tomar e quais lugares deveria evitar. Como estavam sempre cuidando de mim, não senti que estivesse em perigo durante a viagem.”

    “Com base na minha própria experiência, o Brasil não ficou na minha memória como um lugar perigoso, acrescentou. “Eu me lembro do país como um lugar onde pude viajar com segurança e onde as pessoas ao meu redor cuidaram de mim com muito carinho.”

    Grupo da travessia posa com a bandeira do PlanetaEXO nos Lençóis Maranhenses

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    O Brasil pode conquistar a Coreia?

    A admiração dos brasileiros pela cultura sul-coreana não é segredo. Perguntamos a Jihee se o movimento poderia acontecer no sentido contrário e se a tendência “Brazilcore”, que circula nas redes sociais, já tinha chegado à Coreia.

    “Há muito tempo os coreanos associam o Brasil à paixão e a uma energia vibrante. O samba é muito conhecido na Coreia e aparece com frequência como música de fundo em programas de televisão”, respondeu.

    Para ela, o obstáculo não é falta de interesse, mas o calendário: “A maioria dos coreanos não dispõe de períodos muito longos de férias.” Segundo Jihee, só chegar à América do Sul já consome boa parte dessas férias, fazendo com que muitos viajantes desenhem roteiros por vários países para o voo valer a pena.

    Para trazer coreanos a destinos de natureza do Brasil, como os Lençóis Maranhenses, a Amazônia ou o Pantanal, ela acha que um bom caminho é proporcionar rotas claras que caibam no tempo que eles realmente têm. “Oferecer informações e roteiros que permitam conhecer de forma eficiente a diversidade do Brasil em um período limitado poderia incentivar mais coreanos a escolher o país como destino.”

    Já para quem tem mais folga na agenda, ela não vê problema nenhum e destaca a imensidão e a riqueza brasileiras. “Um viajante independente com mais tempo poderia passar facilmente um mês no Brasil e continuar descobrindo lugares novos.”

    👉 Leia mais: Qual a Melhor Época do Ano para Visitar o Brasil?

    Onde Jihee quer gravar da próxima vez

    Uma reportagem só não bastou. Jihee quer voltar para ver o lado do Brasil que ficou de fora: as cidades. “Eu adoraria conhecer grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Tenho muita curiosidade em saber como é a vida urbana no Brasil.”

    Outro destino na lista é Campos do Jordão, cidade serrana paulista conhecida como a “Suíça Brasileira” devido à arquitetura europeia e clima fresco. Como a viagem dela foi no inverno, Jihee ficou fascinada ao saber que a estação pode ser tão diferente da que encontrou nas regiões Norte e Nordeste que percorreu.

    “Nesta viagem, conheci floresta tropical, ilhas, dunas, lagoas e cidades do litoral atlântico, observou. “Em uma próxima oportunidade, adoraria filmar um lado completamente diferente do Brasil.”

    👉 Leia mais: 15 destinos de ecoturismo no Brasil para se aventurar em 2026

    Travessia nos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    Agora que você atravessou o parque pelos olhos de Jihee, já sabe o que os Lençóis Maranhenses têm a oferecer: dunas que parecem não ter fim, lagoas onde ninguém resiste a um mergulho, noites na rede entre companheiros de aventura e vilarejos onde os moradores recebem turistas com muito carinho.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para os Lençóis Maranhenses. Trabalhamos lado a lado com guias e operadores locais experientes e cuidamos de toda a logística, da primeira reserva ao último mergulho de lagoa, para que você possa se concentrar na experiência. Fale conosco agora!

  • Três noites no Pantanal Sul: a história de Sandy com a vida selvagem brasileira

    Três noites no Pantanal Sul: a história de Sandy com a vida selvagem brasileira

    Uma aventureira já íntima do Brasil, a primeira viagem do filho ao país e três noites no Rio Miranda, em suas próprias palavras

    Aos 63 anos, Sandy McKelvey passou boa parte da vida adulta indo e voltando do Brasil. Dá aula de inglês para estrangeiros em uma faculdade comunitária de Nova York e fala português, já que tocou um negócio no Brasil e rodou o país por 12 anos quando era mais nova.

    Além de ter morado na Bahia e em Pernambuco, também conhece o Ceará, Belém do Pará, Manaus, Minas Gerais, Natal, São Luís do Maranhão, Santarém, Rondônia e Acre. Em toda essa bagagem faltava justamente o destino indicado por um amigo biólogo que mora em Corumbá, cidade vizinha às áreas alagadas: Sandy nunca tinha pisado no Pantanal.

    A chance perfeita veio com Robert, seu filho, que tinha duas semanas de folga. Como era a primeira vez dele no Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo entraram sem discussão no começo do roteiro. Mas Sandy buscava uma experiência diferente para finalizar a viagem. Escolheu, então, a planície alagada de 210.000 km² que se estende por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    Em agosto de 2026, Sandy e Robert passaram três noites em um lodge na margem do Rio Miranda, no Passeio Econômico no Pantanal, organizado pelo PlanetaEXO e conduzido por um guia local. Agora quem conta é ela: confira abaixo!

    O que ela esperava e o que o Pantanal entrega de verdade

    Sandy chegou com uma imagem formada a partir de documentários sobre a natureza, mas encontrou uma paisagem impressionantemente produtiva, já que a criação de gado ocupa boa parte do Pantanal Sul.

    “Percebi que boa parte do Pantanal é área rural, fazendas, criação de gado”, disse ela. “E fazia todo sentido. Não era bem o que eu tinha imaginado, mas foi muito interessante do mesmo jeito. Gostei bastante.”

    Sandy também sabia que a natureza é imprevisível, ainda mais tratando-se de animais. Mesmo assim, Robert torceu para ver um tamanduá. O bicho não deu as caras, mas mãe e filho viram capivaras, jacarés, búfalos, bugios e muitas aves.

    No Pantanal, a estação seca, mais ou menos de julho a outubro, concentra os animais em torno da água remanescente e oferece melhores chances de avistamento. É o melhor destino do Brasil para observar vida selvagem, mas a natureza segue o próprio ritmo, e é justamente essa imprevisibilidade que torna o ecoturismo tão autêntico.

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    No Pantanal, o guia é o seu melhor amigo

    Pergunte a Sandy o que fez a viagem tão especial, e a resposta é Bobby, o guia que os acompanhou. “O que tornou a viagem mais especial foi o nosso guia. Ele era simplesmente maravilhoso.”

    O trabalho dele, conforme sua descrição, nunca parava. “Ele passava o tempo todo observando o mato em busca de animais. E, sinceramente, se ele não estivesse com a gente, não teríamos visto nada, porque os bichos ficam escondidos. O exemplo ao qual ela sempre volta é um bando de bugios, que estavam lá no alto e bem longe. “Ele só reparou uns galhos se mexendo e falou: ‘Olha, bugios!’ Foi impressionante”, diz ela, ainda admirada.

    O acaso ainda deu uma mãozinha. Bobby era muito próximo justamente desse amigo de Corumbá, o que deixou a experiência ainda mais rica e pessoal.

    As conversas com ele foram a outra metade da experiência. Sandy fez perguntas o tempo todo, e o que recebeu em troca foi uma faceta do Brasil que ela nunca tinha conhecido na Bahia ou em Pernambuco. “Gostei de conhecer pessoas diferentes das que encontrei em outras partes do Brasil”, contou.

    A conclusão dela é o conselho mais simples e valioso da conversa. Nunca vá ao Pantanal sem um guia. Seria uma total perda de tempo.”

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    Rio acima, onde os bichos chegaram perto

    De toda a programação, um passeio se destacou: a segunda saída de barco, que subiu o rio até um canal mais estreito, onde Sandy viu mais bichos.

    O momento que ela descreve melhor aconteceu num trecho de brejo tomado de plantas, em que o barco simplesmente parou. “Ficamos parados por um instante e então percebemos que estávamos completamente cercados, lembra ela. Dezenas de jacarés em todos os lados.

    No meio deles, andando por cima da vegetação, estava uma jaçanã, a espécie que o pessoal da região chama de ave de Jesus Cristo pela habilidade única de “andar sobre a água” — os pés enormes, de dedos finos e unhas compridas, distribuem o peso do corpo sobre as plantas aquáticas e fazem-na deslizar pela superfície de um jeito fluido e surpreendente.

    “[A jaçanã] estava bem ali, no meio dos jacarés, e ninguém incomodava ninguém”, completou. “Estavam todos juntos, de boa. Achei aquilo muito bonito.”

    👉 Leia mais: Animais do Pantanal: fauna e vida selvagem

    Um dia de pesca surpreendentemente memorável

    A pesca de piranha faz parte do programa padrão do lodge onde Sandy e Robert ficaram, mas ela não estava nem um pouco animada. O horário deles precisou mudar porque outro grupo o ocupou, o que fez a atividade cair no último dia. “Achei que seria feito às pressas e que não seria tão bom”, admitiu.

    Para sua surpresa, essa se tornou uma das melhores coisas de toda a viagem. A diferença, de novo, foi o guia. “Foi superdivertido, na verdade. Se não fosse o Bobby, não teria graça nenhuma.” Sandy tinha ouvido falar de grupos que não pegaram nada e desistiram, mas Bobby fez diferente e criou uma regra: ninguém para até todo mundo fisgar um peixe.

    “Todo mundo pegou peixe. [Bobby] ficava trazendo mais carne e explicando tudo. Não paramos até todos conseguirem”, contou ela, sorrindo.

    Um colar, um facão e meia hora de artesanato

    A última atividade da estadia foi uma trilha curta. De novo, ter um profissional guiando fez toda a diferença. “A gente não perceberia nada se ele não apontasse as coisas, como algumas árvores específicas”, observou Sandy.

    Em certo momento, Bobby parou diante de uma suculenta, mostrou ao grupo como tirar as fibras de uma folha com o facão e começou a trançá-la até que ficasse resistente. Estava fazendo uma pulseira para Robert, errou o comprimento e acabou dando para outra pessoa. Nada grave — faria outra para Robert.

    Ele cortou uma segunda folha e a levou de volta. No dia seguinte, pouco antes da pescaria, Bobby e Robert sentaram e trabalharam juntos. Saiu um colar no lugar da pulseira, feito com um dente de jacaré que ele carregava, uma segunda fibra trançada para colorir e cerca de meia hora de empenho.

    “Ficou de uma beleza absurda, porque esse cara é claramente um artista, além de guia, disse ela. “Eu realmente não esperava. [Bobby] só queria que [Robert] tivesse um souvenir bonito.”

    Ótima hospitalidade e um dia quente

    Sandy e Robert sabiam que a hospedagem escolhida, o Pantanal Jungle Lodge, era rústica na medida certa. “É meio simples, mas esperávamos por isso e gostamos assim”, afirmou ela. Os dois ficaram em um dos quartos de beliche, dividido com outros dois viajantes. “Foi tudo tranquilo. Todo mundo foi muito educado.

    O restante do veredito é curto e consistente: “A comida era muito boa e todos os hóspedes eram supersimpáticos.” O lodge fica na beira do Rio Miranda, o que já faz metade do trabalho. Sandy fotografou aves sem sair da propriedade.

    A hospedagem foi boa, mas o calor pesou. O Pantanal é quente por natureza e, dependendo da época do ano, seco. Uma manhã em especial, durante um passeio a cavalo, mostrou-se exigente. “Devia estar uns 38 °C. Estava muito quente e estávamos no sol.”

    À tarde, o grupo saiu de caiaque contra a corrente. “Eu até gosto muito de caiaque, mas estava quente demais. Naquele momento, pensei: ‘Estou exausta pelo calor’”. Foi difícil, mas ela fez questão de esclarecer que ninguém mais passou por isso. “Foi só comigo. Eu estava sofrendo com o calor.”

    O clima pesa muito no roteiro e na experiência de cada viajante — não apenas no Pantanal, mas em qualquer outro destino de natureza. Conhecer os próprios limites, como Sandy fez, é a atitude mais sábia!

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    O Pantanal é seguro? A resposta sincera de Sandy

    Sandy não responde a essa pergunta com ingenuidade, já que morou no Brasil, acumulou experiências boas e ruins em cidades brasileiras e é criteriosa na hora de circular por grandes cidades.

    Sobre o Pantanal, a resposta veio na hora. “Me senti 100% segura. Você nem precisa se preocupar com onde deixa a carteira ou a bolsa”, afirmou.

    Os animais também nunca a preocuparam. “Nunca senti medo dos bichos. Isso nem passou pela minha cabeça”, disse ela. “A gente fica num barco grande. É seguro.” Reparou também no lado operacional do passeio. “[A equipe] era muito responsável: todo mundo de colete salva-vidas.”

    Próxima parada: a Amazônia (agora com a filha)

    A viagem ao Pantanal já puxou a próxima. A filha de Sandy chega ao Brasil pela primeira vez em breve, e as duas já têm planos para ir a Manaus e se embrenhar na Amazônia, região que Sandy conheceu anos atrás e não visita desde então.

    São destinos que valem conhecer ao menos uma vez na vida. A Amazônia é floresta — densa, vertical e misteriosa. O Pantanal é planície alagada e aberta, onde a água traz os animais para perto.

    Depois de tantos anos de Brasil, Sandy recomenda o lugar que ganhou seu coração: Salvador, na Bahia, uma das cidades onde morou. “É tão única, tão histórica: a cultura, a música. Se for ao Brasil, vá para Salvador.”

    👉 Leia mais: Pantanal ou Amazônia: qual escolher?

    Conhecendo o Pantanal Sul com o PlanetaEXO

    Agora que você leu a história de Sandy, já sabe o que o Pantanal Sul entrega de verdade: uma planície alagada que também é área de trabalho, local em que os bichos aparecem na natureza em vez de ficarem em exposição, e onde um guia que sabe ler a margem do rio é quem faz a viagem valer a pena.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes no Pantanal Sul. Trabalhamos com guias e operadores locais experientes e cuidamos da logística (transfer saindo de Campo Grande, lodge, refeições e programação de atividades) para você se concentrar na natureza, desde a primeira reserva até o último passeio de barco. Fale conosco agora!

  • Hotel flutuante ecológico na Amazônia visto do barco ao amanhecer no Rio Negro

    Explorando a Amazônia: a aventura de Erica em um hotel flutuante no Brasil

    Explorando a Amazônia: a aventura de Erica em um hotel flutuante no Brasil

    Uma viajante, duas amigas e uma imersão surpreendente na maior floresta tropical do mundo

    Algumas viagens começam por um lugar, mas esta começou por um evento. Erica L., 41 anos, trabalha como analista de pesquisa nos Estados Unidos. Quando uma amiga marcou o casamento no Rio de Janeiro, Erica viu ali a oportunidade perfeita para esticar a viagem. Afinal, se ia atravessar o mundo até o Brasil, precisava explorar mais.

    Junto com duas amigas, ela partiu para uma viagem inesquecível para a Amazônia, hospedada em um hotel autossuficiente de 6 suítes que flutua no rio, sobe e desce conforme o nível da água e funciona com energia limpa o ano inteiro.

    Vista aérea de um rio escuro serpenteando pela floresta amazônica no Brasil

    Erica e as amigas entraram na floresta em um tour de 3 dias na selva amazônica saindo de Manaus, organizado e conduzido pela equipe do PlanetaEXO e por guias locais. Aqui, contamos a história dela para mostrar como é, de verdade, viver a natureza: encontros marcantes com a fauna, conexões com quem vive ali e muito mais conforto do que ela esperava. Confira abaixo!

    Uma extensão de viagem que superou as expectativas

    Quando Erica reservou o tour, a expectativa já estava alta. Ela tinha lido o roteiro do PlanetaEXO e visto as fotos, mas a realidade superou tudo. A equipe do hotel fez muito mais do que o esperado. Foram maravilhosos e gentis com a gente”, lembra ela.

    O que mais a surpreendeu foi o nível de conforto. Ela esperava uma expedição dura e problemas com mosquitos (chegou a dar um “sermão” nas amigas sobre repelente), mas a experiência foi exatamente o oposto.

    O hotel flutuante tem um deck de observação de estrelas no terraço e uma piscina agradável. “Foi tudo muito tranquilo e confortável. Os passeios de barco eram suaves, de no máximo 3 horas, e a equipe estava sempre atenta ao que o grupo precisava.”

    Viajantes em um passeio de barco pelo Rio Negro durante um tour de 3 dias na Amazônia saindo de Manaus

    👉 Leia mais: O melhor hotel de selva na Amazônia: onde se hospedar no Brasil

    Hospitalidade amazônica e atenção aos detalhes

    Viajar com restrições alimentares pode ser um desafio, ainda mais em áreas remotas. Erica é vegetariana e as duas amigas são veganas. “Sinceramente, eu estava um pouco preocupada de elas passarem fome, porque não é uma dieta muito comum.”

    A equipe do hotel, porém, brilhou. Em todas as refeições, pratos principais e sobremesas veganas eram preparados especialmente para elas, com legumes e ingredientes locais, reforçando o compromisso do hotel com a sustentabilidade e as práticas ecológicas.

    Suíte do hotel flutuante na Amazônia com vista para o rio, rede na varanda e binóculo sobre a cama

    👉 Leia mais: Pratos típicos da Amazônia: 7 comidas para provar na sua viagem à floresta

    O guia que lê a floresta

    Em uma floresta sem placas e com rios que mudam conforme a estação, o guia é fundamental. Os guias de Erica, Tyson e Josephine, deixaram sua marca.

    Tyson conhecia tanto a região que, durante um dos passeios, avisou ao piloto do barco que aquela seria a última vez que poderiam fazer um determinado trajeto, porque o nível do rio tinha baixado e poderia ser perigoso. “Foi muito louco pensar no quanto você precisa conhecer um terreno para entender isso. Meu cérebro não tem esse tipo de conhecimento”, brincou Erica, admirada com tal nível de domínio.

    A hospitalidade estava à mesma altura. Sabendo que uma família francesa chegaria no dia seguinte, Tyson ficou acordado até as 3 da manhã tentando aprender francês básico para recebê-los da melhor forma possível.

    Outra surpresa foi descobrir a origem da equipe. “Eu não sabia que os colaboradores seriam de comunidades indígenas locais”, admitiu. “Isso, por si só, é uma das partes mais legais da viagem. [A equipe] era muito acolhedora e gentil. Foi o acolhimento mais caloroso que eu já recebi em qualquer tipo de turismo.”

    Grupo em uma trilha na mata fechada com um guia local durante um tour na selva amazônica

    👉 Leia mais:

    Encontros com a fauna que ficam na memória

    Embora o grupo tenha pescado piranhas e visto preguiças, jacarés, várias aves e duas espécies de macacos, foi a interação com os botos-cor-de-rosa que roubou a cena.

    “Tyson falou pra gente: ‘Acho que vocês não vão ver só botos; acho que vocês vão ver bandos de botos’. E vimos mesmo! Foi incrível. Eles estavam pescando, pulando para fora da água e chegaram bem perto do barco”, lembrou Erica, animada, contando que os avistamentos foram frequentes o bastante para capturar ótimos vídeos.

    Boto-cor-de-rosa nadando logo abaixo da superfície do Rio Negro, na Amazônia

    👉 Leia mais: 15 animais da Amazônia: desvende a vida selvagem no Brasil

    É seguro viajar para a Amazônia? A resposta sincera de Erica

    Segurança é uma preocupação comum de quem visita o Brasil pela primeira vez. Erica, no entanto, sentiu-se 100% segura. Antes da viagem, leu o post do blog do PlanetaEXO sobre segurança em Manaus e tomou precauções sensatas.

    “Eu sabia que devia respeitar o que estava ao meu redor. Sempre usamos o Uber Black e eu fui muito cautelosa com o horário em que saíamos. Não queria ser mais aventureira do que seria em um lugar que eu conhecesse melhor, então não tive problemas [em nenhum lugar do Brasil]”, contou ela.

    O idioma também não foi um empecilho. O espanhol básico de Erica deu conta, já que é parecido com o português. No hotel, ela conversou em espanhol com o chef e o bartender do lodge. “Todo mundo foi muito paciente e gentil.”

    As dicas de Erica para quem vai pela primeira vez

    Depois da experiência, Erica deixou três dicas práticas para quem está planejando conhecer a Amazônia:

    Leve notas pequenas para as gorjetas

    Erica queria ter levado mais dinheiro para dar gorjeta individualmente às várias pessoas da equipe (guias, pilotos de barco e funcionários do hotel) que prestaram uma assistência excepcional. “Eu não tinha ideia de como o serviço seria atencioso e completo.” Eram pelo menos cinco pessoas a quem ela queria retribuir individualmente.

    Vale saber: a cultura de gorjeta no Brasil é diferente da dos Estados Unidos, já que o serviço costuma vir embutido na conta e a equipe não espera por isso. A gratificação é bem-vinda, nunca obrigatória. Se quiser contribuir, leve notas menores.

    Prepare-se para doações locais

    Durante a viagem, o grupo visitou uma escola local impressionante, onde as crianças aprendem vários idiomas. Se ela soubesse de antemão que algumas comunidades aceitam doações, teria adorado levar material escolar.

    “Eu jamais me atreveria a fazer algo assim, porque pode ser estranho oferecer presentes que as pessoas não autorizaram”. Erica recomenda perguntar com antecedência se existe alguma forma de apoiar as comunidades locais visitadas ao longo do itinerário.

    Leve roupas casuais, de resort

    Erica se preparou para uma expedição “extrema” na selva, mas o hotel tinha um clima muito agradável. “Os viajantes podem querer levar roupas mais casuais ou de estilo resort para usar durante o tempo que passarem no alojamento”, aconselha.

    Hotel flutuante ecológico de telhados vermelhos refletido no Rio Negro, na Amazônia brasileira

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar a Amazônia no Brasil

    Próximos planos: o Pantanal

    Uma viagem só não foi suficiente. O Brasil conquistou Erica, e ela já pensa em voltar. O próximo destino? O Pantanal.

    Como grande fã da vida selvagem (e que perdeu a oportunidade de ver capivaras no Rio de Janeiro!), ela já sonha em visitar a região para avistar as icônicas onças-pintadas.

    Onça-pintada lambendo o filhote, no Brasil

    👉 Leia mais: Onde ver onças-pintadas no Pantanal

    Conheça a Amazônia com o PlanetaEXO

    Agora que você viu a Amazônia pelos olhos de Erica, sabe o que essa viagem realmente exige de você (muito pouco) e o que ela devolve: encontros espontâneos com a vida selvagem, guias atentos que interpretam o rio como um mapa, hospitalidade de alto nível e paisagens naturais grandiosas.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes na Amazônia. Trabalhando ao lado dos melhores operadores, cuidamos de toda a logística (transfers, hospedagens, refeições e roteiro) para você só aproveitar. Fale conosco!

  • A Trilha de 3 Dias de uma Família nos Lençóis Maranhenses: a História de Olivia no Brasil

    A Trilha de 3 Dias de uma Família nos Lençóis Maranhenses: a História de Olivia no Brasil

    Uma família austríaca, três semanas e meia no Brasil e três dias de caminhada por um deserto de dunas brancas e lagoas de água doce, contados nas próprias palavras de Olivia

    Algumas viagens começam por um lugar, mas esta começou por uma estação. Olivia Rossignol, 48 anos, trabalha nas Nações Unidas e mora na Áustria. Quando planeja uma viagem para a família, começa eliminando opções. Queria um lugar quente para viajar durante o verão europeu, sem cair na estação chuvosa de outro lugar, o que a levou ao Brasil. Enquanto julho é inverno no sul, o norte do país está bem no meio da sua estação seca.

    O destino exato veio da filha de 15 anos. Pesquisando sobre o Brasil no Google, encontrou as imagens surreais dos Lençóis Maranhenses em alta no Instagram e fez a pergunta óbvia: “Podemos ir?”. A família montou a viagem de três semanas e meia em torno disso, acrescentando Rio de Janeiro, Pipa, Salvador, Chapada Diamantina e Morro de São Paulo pelo caminho.

    Mas o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma extensão de 155 mil hectares de dunas de areia branca e lagoas de água da chuva no estado do Maranhão, nunca deixou de ser o ponto central. Foi a primeira vez da família no Brasil e, sem dúvida, o grande destaque de toda a viagem.

    Olivia, o marido e a filha atravessaram as dunas e as lagoas em uma trilha de 3 dias pelos Lençóis Maranhenses, organizada e conduzida pela equipe do PlanetaEXO e por guias locais. Agora compartilhamos a história dela para mostrar como é realmente essa experiência: para uma família, para quem visita o Brasil pela primeira vez e para qualquer pessoa que tenha as mesmas dúvidas que Olivia um dia já teve. Confira abaixo!

    Um destino que a filha encontrou na internet

    Um ano atrás, os Lençóis Maranhenses nem estavam no radar de Olivia, como ela mesma admite sem hesitar. “Não importa a quem eu conte que estive lá, ninguém conhece. E, sinceramente, um ano atrás eu também não conhecia,” confessou.

    A ideia só sobreviveu porque resolvia um problema (um destino fora da estação seca em julho) e porque a filha insistia nas imagens que tinha visto na internet.

    Então, inverteram a lógica de sempre. Em vez de encaixar as dunas em um roteiro pelo Brasil, montaram o roteiro em torno de Lençóis e preencheram o resto depois. Para quem visitava a América do Sul em família pela primeira vez, apostar na escolha trazida por prints tirados por uma jovem de 15 anos se mostrou a decisão ideal.

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses

    Três dias desconectados e uma paisagem de outro mundo

    Os acampamentos no parque nacional ofereciam Wi-Fi, mas Olivia decidiu não usar. “Para mim estava claro que eu não teria [internet] por três dias”, contou. “Até fiquei um pouco decepcionada por eles oferecerem. Ficar vários dias offline não é algo que acontece atualmente.”

    Essa escolha explica boa parte do impacto que a trilha pelos Lençóis Maranhenses teve nela. “Eu tinha a sensação de estar em um lugar completamente diferente, fora da Terra”, disse ela, impressionada, contando que esteve no deserto do Marrocos em fevereiro e esperava algo parecido, só que branco. “Não é. É muito mais espetacular.”

    O que mais surpreendeu Olivia foi como o parque se supera o tempo todo. “Você passa o dia inteiro caminhando, vê a areia branca, as dunas, as lagoas, passa uma noite agradável… E então o dia seguinte é ainda mais bonito que o anterior,” lembrou. “Você não espera por isso, porque acha que já viu tudo. Mas fica melhor.

    O terceiro e último dia foi o melhor de todos, e o grupo teve sorte com o timing. “Pegamos a lua cheia, então começamos a caminhar à noite e nadamos sob o luar. Foi incrível.” O tempo também ajudou: ao longo de três dias, tiveram céu azul e, pela conta dela, só uns cinco minutos de chuva.

    👉 Leia mais: Quantos dias passar nos Lençóis Maranhenses?

    Os guias que ficaram até o fim

    Em um parque sem estradas, sem placas e sem sinal, são os guias que conduzem a viagem. Os que acompanharam Olivia, Patricio e Cristiano, deixaram a impressão mais forte de todas as pessoas que ela conheceu no Brasil. “Nunca na minha vida conheci pessoas tão gentis quanto aqueles dois guias.”

    O momento que ficou marcado nela veio bem no fim, em Santo Amaro, quando a viagem já tinha tecnicamente acabado. A família tinha um traslado marcado para o meio-dia e, nas palavras de Olivia, “do meu jeito europeu, comecei a ficar nervosa” quando o almoço não chegava. O guia simplesmente resolveu: ficou e comeu com eles, foi até a cozinha conferir a comida por conta própria, trouxe os pratos e garantiu que o transfer desse certo.

    “Eles tinham que cuidar da gente e cuidaram completamente. E sentimos isso porque, para eles, isso não é só um trabalho,refletiu ela.

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    A barreira do idioma superada pela simpatia brasileira

    Olivia ficou satisfeita com a viagem inteira, mas, quando insistimos para saber de algo que não funcionou, ela disse que foi difícil encontrar alguém que falasse inglês, e não só num vilarejo pequeno, o que ela já esperava, mas no Rio também, o que foi uma surpresa.

    Embora o conhecimento em italiano e espanhol da família tenha ajudado, a comunicação foi um pouco complicada com algumas pessoas. Ainda assim, nada que pudesse estragar a experiência. “Todos continuaram muito simpáticos, e eu voltaria. Com certeza vou voltar. Há muito mais para ver neste país.”

    O Brasil é seguro? A resposta sincera de Olivia

    Antes da viagem, Olivia estava um pouco preocupada. “Não com medo, mas preocupada”, esclareceu. A primeira coisa que os amigos perguntaram quando ela voltou para casa foi se o Brasil era perigoso. Após três semanas e meia, sua conclusão foi prática.

    “Desde que você tenha bom senso, não há motivo para ter medo.” Na prática, isso significava usar uma camiseta simples, não usar joias e não andar sozinho à noite.

    Ela não finge que nada aconteceu. Ao se afastarem do centro em Salvador, cidade de que gostou muito, durante uma caminhada de 20 minutos rumo a um supermercado, a família percebeu uma mudança no ambiente em comparação com a energia vibrante dos locais visitados anteriormente. “As ruas foram ficando mais escuras, e de repente nos sentimos sozinhos, então simplesmente paramos e pegamos um Uber.”

    Embora alguns momentos tenham trazido um breve desconforto, a ansiedade foi mais relacionada a encarar o desconhecido do que a qualquer outra coisa. No fim, toda a viagem correu tranquilamente.

    As surpresas do Brasil

    Olivia é franca ao admitir que chegou com ideias pré-formadas. “Temos essa arrogância boba na Europa”, reconheceu ela, citando que pensou que as coisas fora de casa seriam menos pontuais e organizadas. O Brasil desmontou isso.

    A família pegou três voos domésticos. Depois de um check-in lento, ela se preparou para atrasos que nunca vieram. “Tudo foi pontual, tudo deu certo. Até melhor, em alguns casos”.

    A comida foi outra surpresa discreta e deliciosa. As orientações compartilhadas antes da viagem minimizavam o cardápio, quase como um pedido de desculpas pela comida simples ao longo da trilha. Mas, no fim, Olivia e a família adoraram todas as refeições caseiras que os anfitriões prepararam para eles.

    Ela também avaliou muito bem o resto do Brasil, mas faz questão de dizer que nada se compara aos Lençóis Maranhenses.

    As dicas de Olivia para quem viaja ao Brasil pela primeira vez

    Questionada sobre o que diria a um amigo que fosse ao Brasil pela primeira vez, Olivia deu três dicas de viagem, com base na própria experiência:

    • Aprenda um pouco de português: mesmo algumas palavras comuns já ajudam bastante, especialmente fora dos grandes hotéis, onde o inglês é menos frequente.
    • Não deixe o medo planejar sua viagem: não é tão perigoso quanto as pessoas pensam. O bom senso faz a maior parte do trabalho.
    • Planeje com cuidado: o Brasil é grande demais para simplesmente reservar um voo e ver o que acontece. Decida para onde quer ir e o que quer fazer antes de viajar.

    👉 Leia mais: 10 dicas de viagem para os Lençóis Maranhenses e aproveitar sua viagem ao máximo

    Onde Olivia quer ir nas próximas férias e suas considerações finais sobre os Lençóis Maranhenses

    Uma viagem claramente não foi suficiente. Olivia tem certeza de que volta para o Brasil.

    No topo da lista está o Pantanal, seguido pela Amazônia e pelo litoral em torno de Paraty, ao sul do Rio de Janeiro. Para uma família que foi atraída por dunas de areia branca e foi embora planejando conhecer uma área alagada e uma floresta, essa é a melhor recomendação de todas.

    Ao resumir a viagem, Olivia não recorre à paisagem nem à logística, mas ao sentimento. “Foi o melhor momento das nossas vidas”, disse ela sobre a trilha de 3 dias pelos Lençóis Maranhenses. “A comunicação e a organização com o PlanetaEXO foram perfeitas, ágeis e confiáveis. A trilha em si foi uma das melhores experiências que já tivemos. Recomendamos muito!

    Fazer trilha nos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO

    Agora que você viu o parque nacional pelos olhos de Olivia, sabe o que uma viagem aos Lençóis Maranhenses realmente oferece.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes nos Lençóis Maranhenses e em outras aventuras pelo Brasil. Trabalhando ao lado de guias locais experientes, cuidamos da logística (traslados, acampamentos, refeições e roteiro) para que você e sua família possam focar nas dunas, do momento da reserva até a última lagoa sob a lua cheia. Fale conosco agora!

  • Uma cavaleira solitária atravessa as dunas de areia branca do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses a cavalo, com uma lagoa de água de chuva ao fundo.

    Travessia dos Lençóis Maranhenses a Cavalo: a Aventura Solo de Patricia no Brasil

    Uma viajante, quatro semanas e a travessia a cavalo do deserto mais surreal do Brasil, contada em suas próprias palavras

    Algumas das melhores viagens são aquelas que você nunca planejou. Patricia George, 31 anos, fisioterapeuta da Alemanha, tinha planos para surfar em Bali. Uma semana antes do embarque, seus voos, que passavam por Abu Dhabi, foram cancelados por causa da guerra. Ela queria um lugar quente e com boas ondas; uma amiga de São Paulo disse para ela ir ao Brasil, e foi exatamente isso que ela fez. Era a primeira vez dela no país e a primeira vez na América do Sul, sozinha por quatro semanas.

    Ela começou em São Paulo, surfou por 5 dias em Ubatuba e depois passou por Paraty, Rio de Janeiro e Ilha Grande antes de voar para o norte, até o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma extensão de 155.000 hectares de dunas brancas e lagoas de água de chuva no estado do Maranhão, reconhecida como parque nacional pelo ICMBio. De todos os lugares que viu no Brasil, esse foi o favorito. “Foi realmente impressionante”, disse ela. “Nunca vi nada parecido antes.”

    Patricia cavalgou pelas dunas e lagoas, uma experiência organizada e conduzida pela equipe do PlanetaEXO e por parceiros locais. Agora, compartilhamos a história dela para mostrar como é atravessar os Lençóis Maranhenses a cavalo. Confira abaixo!

    Passeios a cavalo desde os 10 anos (mas nunca na areia)

    Patricia não escolheu a travessia a cavalo como novidade. Ela monta desde a infância, então a sela era território conhecido. O terreno, não. “Eu cavalgo desde os 10 anos”, contou ela, “mas cavalgar na areia é muito diferente.”

    Atravessar as dunas não tem nada a ver com dar voltas num campo em casa: o chão se move, o cavalo trabalha mais e o trajeto segue por horas entre lagoas, em vez de girar dentro de um gramado cercado.

    Para quem tem experiência, é justamente esse contraste que importa: a habilidade continua valendo, mas o cenário transforma uma atividade conhecida em algo novo.

    Uma cavaleira de boné faz uma pausa para acariciar o focinho do cavalo nas dunas brancas dos Lençóis Maranhenses ao pôr do sol.
    Cavalgar na areia é bem diferente — mas o vínculo é o mesmo.

    👉 Leia mais: Melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses

    Dias na sela, sem sinal e sem pressa

    O que mais marcou Patricia foi o isolamento. O grupo passava o dia inteiro a cavalo, longe do sinal de celular, sem nada disputando a atenção dela.

    “A gente ficava o dia todo a cavalo, e você só tinha tempo para pensar”, refletiu. “Não é algo que temos no dia a dia.” Num parque onde as lagoas de água de chuva ficam entre dunas que chegam a 40 metros de altura, a paisagem fala por si. Não há playlist, não há notificações: só areia, água e o ritmo do cavalo.

    Esse tipo de desconexão é parte do motivo pelo qual a cavalgada nos Lençóis Maranhenses é tão diferente de um passeio de um dia. Você não só visita as dunas, mas também se conecta com a natureza e vive dentro dela por alguns dias.

    Uma lagoa turquesa de água de chuva entre dunas de areia branca sob um céu azul nos Lençóis Maranhenses.
    As lagoas de água de chuva ficam entre dunas de até 40 metros de altura.

    👉 Leia mais: Como se formaram os Lençóis Maranhenses: entendendo as dunas e lagoas do Brasil

    O guia que lê a paisagem

    Num lugar sem estradas, sem placas e sem sinal, o guia é tudo. O de Patricia deixou uma forte impressão.

    “Fiquei muito impressionada com o meu guia, com a forma como ele lia a paisagem e sabia exatamente para onde ir”, lembrou. “Sem o celular ou o Google Maps, eu estaria completamente perdida.”

    Ele fazia aquele trajeto havia anos e conhecia todo mundo pelo caminho, o que dava à viagem toda a sensação de uma pequena comunidade de trabalho, e não de um circuito turístico. Como dissemos à Patricia, o guia dita toda a viagem, e, num lugar como os Lençóis, eles são essenciais.

    Uma cavaleira ao lado do cavalo nas dunas, observando uma lagoa no interior sem estradas dos Lençóis Maranhenses.
    Sem estradas nem placas, o guia lê a paisagem.

    Viajar sozinha como mulher

    Antes de partir, Patricia ouviu a preocupação de sempre. “As pessoas diziam: ‘Tem certeza de que quer ir? O Brasil não é o lugar mais seguro, ainda mais para uma mulher.’” Apesar dos avisos, sua experiência foi o oposto.

    “Sinceramente, sempre me senti segura ao longo dessas quatro semanas”, disse. Como a viagem foi muito espontânea, ela chegou sem expectativas rígidas e permaneceu aberta ao que viesse. Essa postura valeu a pena, ainda mais considerando que cada reserva foi de última hora — ela aproveitou o melhor de tudo.

    Isso não quer dizer que todas as noites foram fáceis. Na primeira, Patricia passou a noite num alojamento grande de área aberta e percebeu que era a única mulher ali, além da anfitriã. Ela ficou um pouco assustada, mas, como ninguém a incomodou, logo se sentiu à vontade.

    A segunda noite foi menos angustiante e mais absurda: a casa dela ficava elevada do chão, atrás de uma cerca para manter os animais do lado de fora, mas os porcos eram fortes demais, derrubaram a cerca e travaram uma barulhenta disputa de território embaixo do assoalho a noite toda. A situação foi, sem dúvida, pura adrenalina, mas no fim deu tudo certo.

    Uma viajante conduz o cavalo a pé pelas vastas dunas brancas dos Lençóis Maranhenses sob um céu nublado.
    Dias na sela por um deserto de areia e água, sem estradas.

    Gente acolhedora, reservada e totalmente presente

    Viajar sem falar português teve um custo. Os nativos eram calorosos, mas a barreira da língua deixava as conversas curtas. “Foi uma troca amigável, mas distante”, confessou. Se voltar, aprender um pouco de português está no topo da lista de Patricia, para conseguir fazer perguntas e se conectar de verdade.

    Mesmo à distância, uma coisa ficou clara. “As pessoas parecem que estão de fato vivendo a vida”, contou ela, descrevendo como os moradores estavam sempre presentes no que faziam, bem menos agitados do que nos países que tinha visitado antes.

    A baixa temporada fez com que a travessia dela fosse só ela e o guia, mas os alojamentos ainda traziam companhia: ela conheceu dois viajantes franceses fazendo o mesmo trajeto a pé e jogou cartas com eles à noite.

    Dois cavalos selados descansam na areia à beira de uma lagoa entre dunas durante uma travessia de baixa temporada dos Lençóis Maranhenses.
    Baixa temporada: só uma viajante, um guia e os cavalos.

    👉 Leia mais: Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

    Porque o simples foi a escolha certa

    Patricia já sabia, antes de ir, que a hospedagem seria básica — e não viajaria de outro jeito. “Eu sabia que seria simples, mas acho que é isso que torna a viagem autêntica. Qualquer tipo de luxo pareceria fora de lugar.”

    Num cenário tão bruto, o conforto não é o atrativo, mas a verdade certamente é. A recompensa foi pessoal: a viagem, segundo ela, “me deixou mais confiante”, o que não é pouco para uma primeira viagem longa e sozinha por um continente desconhecido.

    Ela já pensando em voltar para o Brasil, desta vez para a Amazônia, atraída pelos hotéis de selva e pelos cruzeiros fluviais no coração da floresta.

    Vista aérea de um barco navegando pela floresta alagada e pelos canais de rios da Amazônia brasileira.
    O próximo sonho de Patricia: lodges na selva e cruzeiros fluviais na Amazônia.

    Conheça os Lençóis Maranhenses a cavalo com o PlanetaEXO

    Agora que você viu a travessia de Patricia pelos olhos dela, sabe o que as dunas pedem de você e o que elas dão em troca: dias na sela, desconexão total e um guia que conhece a areia de cor.

    O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em expedições a cavalo pelos Lençóis Maranhenses. Trabalhando lado a lado com guias e operadores locais experientes, cuidamos da logística para que você se concentre na cavalgada — da sua primeira reserva à travessia de uma das paisagens mais surreais do Brasil. Fale com a gente agora!

  • Além das Montanhas do Nepal: Uma Jornada de Conexão entre Mãe e Filho

    Além das Montanhas do Nepal: Uma Jornada de Conexão entre Mãe e Filho

    Como uma expedição ao Himalaia fortaleceu o vínculo entre Mila e Lorenzo Ricetti

    A maternidade costuma ser descrita como uma jornada, mas para Mila Ricetti (56) e seu filho Lorenzo (24), ela se materializou em uma expedição literal pelas paisagens rústicas do Nepal com o trekking de Mardi Himal, na região de Annapurna — uma rota que convida a uma profunda introspecção diante da grandiosidade do Himalaia.

    Mila Ricetti e seu filho Lorenzo sorrindo e sentados juntos em um templo histórico de tijolos durante sua expedição de ecoturismo no Nepal.
    Photo: CJ

    Mila já tinha um retiro de yoga planejado. Para celebrar a formatura de Lorenzo na faculdade de direito e o novo capítulo em sua vida, eles alteraram a programação para incluir o trekking. Com o apoio do PlanetaEXO na organização da logística, mãe e filho trocaram as tradicionais festas de formatura pelo silêncio das grandes altitudes.

    Mila Ricetti e Lorenzo praticando yoga e meditando com um grupo em um terraço ensolarado decorado com bandeiras de oração durante um retiro no Nepal.
    Photo: CJ

    Juntos, eles puderam se conectar ainda mais em um dos cenários mais lindos e enigmáticos do mundo.

    A Beleza do Caminho

    No Nepal, a espiritualidade não é encontrada apenas nos templos, mas no próprio ritmo da caminhada e nas vistas espetaculares do topo das montanhas após um longo trekking.

    “Acordamos às 3 da manhã para escalar as montanhas e ver o nascer do sol”, relembra Mila. “Achei que não conseguiria chegar a tempo, mas fui no meu próprio ritmo e deu tudo certo. Foi lindo e muito emocionante.”

    Mila e Lorenzo usando mochilas de trekking e sorrindo enquanto se preparam para a resistência física na trilha de Mardi Himal no Nepal.
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    O céu estrelado que parecia baixo o suficiente para ser tocado, a escuridão congelante e os picos nevados cobertos pela luz dourada do sol tornaram aquele momento uma troca rica e inesquecível, onde o silêncio entre um passo e outro falou mais alto que mil palavras — especialmente em tão boa companhia.

    👉 Leia mais: Mulheres 50+ Quebram Estereótipos e Provam que a Aventura não Enxerga Idade

    Uma Nova Dinâmica na Trilha

    Viajar para o Nepal exige resistência física e preparo mental. Para Mila e Lorenzo, os desafios do terreno hostil agiram como um catalisador.

    A viagem marcou uma transição clara das tradicionais “férias em família” para uma experiência compartilhada entre dois adultos. O simples ato de caminhar lado a lado por horas a fio criou um espaço seguro para o diálogo e a observação mútua.

    Mãe e filho, Mila e Lorenzo, usando roupas pesadas de inverno e se abraçando em frente aos picos nevados do Himalaia após uma escalada matinal.
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    “Foi maravilhoso ter esse companheirismo acima de tudo, nos ajudando mutuamente e resolvendo problemas juntos. Foi uma ótima experiência de amadurecimento para o nosso relacionamento”, compartilha Lorenzo.

    Para Mila, o ambiente imersivo proporcionou um espaço ininterrupto para apreciar o momento presente e, mais importante, a presença de Lorenzo sob uma nova luz. “Foi uma intimidade com o ambiente ao redor, comigo mesma e com o meu filho ao meu lado. Tudo parecia tão perfeito; eu estava sem preocupações e incrivelmente feliz.”

    Força na Vulnerabilidade e Inspiração Mútua

    Enfrentar a altitude, o frio e a exaustão física exigiu um nível de confiança que só se constrói na adversidade. O apoio mútuo tornou-se vital enquanto encontravam força ao dar espaço um ao outro para lidar com seus próprios limites: a limitação cardiovascular de Mila e o medo de altura de Lorenzo durante as descidas íngremes.

    Mila e Lorenzo caminhando lado a lado por uma rua ensolarada no Nepal, com Lorenzo vestindo uma camiseta com os dizeres purificar, meditar, realizar.
    Photo: CJ

    “Percebi que não havia nada que pudesse fazer para mudar a situação, então apenas me concentrei em fazer o que podia para superar aquilo. E, logo em seguida, ela veio atrás”, diz ele, lembrando que ambos tiveram suas vivências individuais e como se encontraram no meio do caminho.

    Ver seu filho superar esses obstáculos mudou a perspectiva de Mila. Já não se tratava de protegê-lo de todos os perigos, mas de respeitar o espaço um do outro e agir como verdadeiros parceiros.

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    Um Legado de Admiração

    Refletindo sobre o Dia das Mães e o significado de compartilhar esse caminho, a história de Mila e Lorenzo serve como um lembrete de que o maior presente que se pode dar a um filho é a presença e o exemplo. A viagem ao Nepal consolidou ainda mais a relação já tão afetuosa entre eles.

    Mila e Lorenzo ao lado de uma estátua de Buda e placas de trilha durante seu trekking sustentável no Nepal.
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    Para Lorenzo, a jornada também foi um momento de reconhecer a base que sua mãe construiu ao longo dos anos, permitindo-lhe se tornar o homem que é hoje. “O que mais admiro é a forma como ela me criou. O fato de ela acreditar em si mesma foi essencial. Se ela não tivesse feito as escolhas que fez da maneira como fez, provavelmente não estaríamos onde estamos hoje.”

    No final das contas, o Nepal foi apenas o cenário, mas o verdadeiro destino foi a conexão profunda e madura entre mãe e filho.

  • Expedição Pai e Filha a Fernando de Noronha

    Expedição Pai e Filha a Fernando de Noronha

    Conheça Jean e Mailys, pai e filha franceses que mergulharam na beleza das águas cristalinas de Fernando de Noronha.

    Há viagens que se fazem para conhecer o mundo e outras para reencontrar quem a gente ama. Para Jean Laprevotte (60), francês que há pouco mais de dois anos chama São Paulo de casa, aquela era a chance perfeita de finalmente vivenciar o mergulho em Fernando de Noronha, um destino icônico que faltava riscar da sua lista de sonhos pelo Brasil.

    Mas a motivação ia muito além do turismo. No início de 2026, ele e a filha, Mailys (26), embarcaram nessa viagem em família a Fernando de Noronha para celebrar uma grande conquista: a conclusão do mestrado dela em Biologia Marinha.

    Father and daughter taking a selfie on a rocky beach with the Morro Dois Irmãos rock formations and the ocean in the background.
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    Para transformar essa comemoração numa experiência profunda e autêntica, Jean contou com o apoio do PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de mergulho em Fernando de Noronha, aproximando os desejos da família da magia do arquipélago.

    A magia de uma ilha selvagem

    Ao chegar em Noronha, o que primeiro conquistou Jean foi o impressionante estado de conservação. “É um lugar de beleza selvagem, muito bem preservado. O que achei mais incrível é que não há construções na orla; é a natureza que realmente fala ali.

    Scenic coastal view of Fernando de Noronha featuring turquoise waters, a sandy cove, and the Morro Dois Irmãos rock formations framed by green vegetation.
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    Diferente de outros destinos, o cenário de Fernando de Noronha é ditado pelo horizonte. Sem as distrações de toda a rotina urbana agitada, Jean e Mailys puderam se dedicar ao que de fato importava: percorrer as trilhas e observar a vida selvagem local, dos caranguejos curiosos às aves majestosas que cruzavam o céu limpo e ensolarado.

    Um mergulho no mundo de Mailys

    Com a especialização de Mailys em Biologia Marinha e seu foco em corais e peixes recifais, a dinâmica entre pai e filha se inverteu debaixo d’água. Foi ela quem guiou Jean pela rica diversidade biológica das ilhas de Noronha.

    “Para a minha filha, que já mergulhou em Barbados, na República Dominicana e nas Seychelles, Noronha foi um dos lugares mais interessantes que ela já viu”, comenta Jean.

    Juntos, exploraram o azul profundo e encontraram tubarões, tartarugas, raias e polvos. Para o pai, ver de perto a paixão da filha foi o maior presente. “A experiência permitiu uma jornada compartilhada e foi muito positiva e relevante para a profissão da minha filha. Foi um momento de descoberta mútua.

    Two scuba divers exploring a rocky seabed while observing a reef shark swimming below them in the clear blue water.
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    Conexões que vão além do turismo

    O que mais marcou não foi só o que viram, mas como viveram aqueles momentos. Um dos pontos altos foi o contato direto com os projetos de conservação locais.

    “Ver a minha filha conversando e trocando experiências com uma bióloga que trabalha na observação de golfinhos foi algo muito especial. Deu um sentido profissional e humano à viagem”, contou Jean, impressionado com a receptividade dos profissionais da ilha e a troca de conhecimento que tiveram com Mailys.

    Ele voltou a São Paulo com uma percepção positiva do modelo de preservação adotado em Fernando de Noronha. “Eles levam a conservação a sério, limitando o plástico e protegendo as espécies. É um exemplo que fica com a gente.”

    Father and daughter smiling for a selfie at a viewpoint overlooking the turquoise ocean and the iconic Morro Dois Irmãos rock formations.
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    O legado da experiência

    Mais do que uma viagem de mergulho a Fernando de Noronha, a jornada de Jean e Mailys foi uma oportunidade de celebrar conquistas e fortalecer laços.

    Com a curadoria do PlanetaEXO, voltaram para casa com o espírito renovado e a certeza de que o oceano será sempre o lugar do reencontro deles, a moldura perfeita para o orgulho de um pai e a curiosidade viva de uma bióloga marinha diante da imensidão do oceano.

  • Encontrando a liberdade na natureza: Como uma aventureira holandesa se apaixonou pelo Brasil

    Encontrando a liberdade na natureza: Como uma aventureira holandesa se apaixonou pelo Brasil

    Em homenagem ao Mês da Mulher, conheça Katharina Bongaertz, a viajante número um do PlanetaEXO, que já provou diversas vezes que a aventura não tem gênero nem idade.

    Em 2023, Katharina Bongaertz, uma psicoterapeuta da Holanda, chegou a São Paulo durante o Carnaval. Originalmente, ela planejava passar apenas um mês no Brasil antes de continuar sua licença de cinco meses na Colômbia e no Peru.

    Woman with raised arms on top of a large rocky cliff at Mount Roraima, celebrating surrounded by dense clouds.
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    No entanto, a cultura vibrante e as paisagens deslumbrantes do país a cativaram completamente. Ela decidiu ficar no Brasil pelos quatro meses restantes de sua viagem, dando início a uma profunda história de amor com a natureza brasileira que só se fortaleceu desde então.

    Hoje, aos 60 anos, Katharina já embarcou em uma boa quantidade de viagens de aventura no Brasil com o PlanetaEXO, tornando-se oficialmente a viajante mais frequente da plataforma. Dos imponentes platôs do Monte Roraima às hipnotizantes dunas dos Lençóis Maranhenses e às densas selvas da Amazônia, ela explorou alguns dos destinos mais remotos e magníficos do país.

    Conexão com o espírito brasileiro 

    A jornada de Katharina no ecoturismo começou quando um primo recomendou que ela visitasse a Chapada Diamantina, no estado da Bahia. Procurando uma maneira de explorar essa região menos turística, ela entrou em contato com o Lucas Ribeiro, do PlanetaEXO, uma parceria que agora resultou em sua sétima viagem com a empresa — desta vez para o Pantanal para ver as onças-pintadas!

    Além das paisagens, é o espírito dos moradores locais que a faz continuar voltando. “Acho os brasileiros muito acolhedores, gentis e calorosos“, compartilha Katharina. “Eu amo a música, e eles têm, de certa forma, música na alma. Isso sempre fez parte de todas as viagens.”

    Smiling blonde Katharina holding a paddle while navigating a green canoe through a flooded forest in the Amazon.
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    👉 Leia mais: Por que a natureza remota do Brasil está se tornando um refúgio para viajantes estrangeiras

    A força empoderadora da natureza

    Como psicoterapeuta que passa os dias em uma cidade conversando com pacientes, Katharina busca a natureza selvagem para encontrar contraste, liberdade e sabedoria. Ela prefere ambientes amplos e abertos, sem cercas, onde pode caminhar livremente e apreciar a vista do topo de montanhas ou platôs.

    Estar em uma natureza linda e selvagem, sinto isso como algo muito especial“, ela reflete. Para Katharina, a mágica está nos detalhes silenciosos. “Ouvir a natureza, como os sons dos pássaros, dos animais, das árvores… é algo que acrescenta muito. É empoderador, e eu levo isso para casa comigo todas as vezes.”

    De todas as suas aventuras incríveis em destinos como os Lençóis Maranhenses e o Monte Roraima, a Chapada Diamantina ocupa o lugar mais especial em seu coração. “Se eu pudesse, iria todos os anos”, ela diz com um sorriso.

    Woman in an orange jacket sitting on a high rock, admiring the panoramic view of a vast green valley in Chapada Diamantina.
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    Sem limite de idade para a aventura

    Muitas vezes confundida com alguém muito mais jovem, Katharina é a prova viva de que o ecoturismo não é apenas para os jovens. Tendo passado seus 20 e 30 anos criando seus três filhos e construindo uma carreira de sucesso, ela sente que este atual capítulo de sua vida traz uma nova sensação de liberdade.

    Acho que sou muito mais aventureira agora do que era naquela época“, ela observa, e incentiva ativamente outras mulheres maduras a saírem de suas zonas de conforto. É importante desafiar a si mesma para encontrar novos limites e ultrapassá-los. E me refiro a limites em todos os níveis, como descobrir novos horizontes e explorar.”

     Smiling woman swimming in crystal-clear blue waters with a large waterfall in the background in the Jalapão region.
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    👉 Leia mais: Mulheres com mais de 50 anos quebram estereótipos e provam que a aventura não tem idade

    Embora seja importante conhecer seus limites físicos e encontrar seu próprio ritmo de caminhada, Katharina prova que as recompensas de conquistar uma trilha difícil ou nadar sob uma enorme cachoeira no Jalapão, na região Norte do Brasil, valem absolutamente a pena.

    Uma de suas aventuras mais marcantes foi a ascensão ao Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil, escondido no noroeste da Amazônia. “Foi uma experiência incrível e muito especial, profundamente moldada pela conexão com o povo Yanomami”, ela compartilha. “Fazendo o trekking ao lado de cerca de 30 guias indígenas que carregavam suprimentos montanha acima, passei 10 dias imersa em sua rotina diária, dormindo em redes pelo caminho.”

     Katharina interacting in a relaxed way with a Yanomami indigenous guide in a green area, with Pico da Neblina in the background.
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    Enquanto Katharina se prepara para sua próxima aventura na natureza selvagem do Pantanal, sua história serve como um belo lembrete para todos nós: o mundo é vasto, a natureza está chamando e nunca é tarde demais para responder.

    👉 Leia mais: Mulheres no ecoturismo: a presença feminina que faz as coisas acontecerem

    Viajando pela natureza selvagem do Brasil com o PlanetaEXO

    Katharina entende o poder de se conectar com a natureza e viver a vida em sua plenitude. Com o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens de aventura no Brasil, ela conseguiu explorar múltiplos destinos de forma segura, responsável e autêntica.

    Desde as reservas até os traslados, nossa equipe providencia tudo o que você precisa para a sua viagem, além de apoiar as comunidades locais e seguir diretrizes rigorosas para garantir a conservação ambiental. Entre em contato agora mesmo!

  • Expandindo horizontes na Amazônia: A jornada de amor e descoberta de uma escritora britânica

    Expandindo horizontes na Amazônia: A jornada de amor e descoberta de uma escritora britânica

    Emma Phillips é uma escritora freelance do Reino Unido que explorou a floresta tropical com sua parceira brasileira e descobriu um universo de natureza selvagem e diversidade cultural

    Em dezembro do ano passado, a escritora freelance britânica de 30 anos Emma Phillips viveu uma experiência transformadora. Após conhecer Jamille, uma acadêmica brasileira de Belém do Pará, seu mundo começou a se expandir das colinas da Inglaterra para as profundezas da Floresta Amazônica, criando uma linda história de amor intercultural que foi recentemente compartilhada em um artigo para a Condé Nast Traveller.

    Buscando a maneira ideal de explorar a terra natal de sua parceira e conectar seu pai britânico a esse novo mundo, Emma escolheu o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em passeios de aventura no Brasil, para organizar essa aventura. Juntos, o trio embarcou em um cruzeiro fluvial de cinco dias pelo Rio Negro, navegando pelas águas dos Parques Nacionais de Anavilhanas e do Jaú.

    Barco tradicional de cruzeiro fluvial navegando pelas águas calmas do Rio Negro, com a vegetação verde refletindo na água.
    Photo: Emma Phillips

    Para a Jamille, foi uma chance de explorar ainda mais áreas da sua própria região que ela ainda não conhecia. Para mim, permitiu vivenciar o lugar de onde ela vem através de uma perspectiva pessoal. Meu mundo se expandiu”, compartilhou Emma em uma entrevista para o Mês da Mulher.

    Conexão profunda com as raízes locais

    A viagem foi muito além da simples observação de paisagens; o verdadeiro diferencial foi a imersão promovida pelas comunidades locais, especialmente nos programas educacionais. “Tudo se resume às pessoas. Fiquei muito impressionada com o projeto nas escolas, com a arquitetura deslumbrante. Tudo era tão inteligente e bonito”, destaca.

    Acompanhados por um guia turístico que transformou a floresta em uma verdadeira sala de aula usando o conhecimento de seus ancestrais, o grupo experimentou o lado mais autêntico da Amazônia. “Toda a tripulação do barco e os guias eram habitantes locais. Ver o turismo sendo usado de forma autêntica e não predatória para melhorar a vida das comunidades e preservar o meio ambiente foi uma inspiração.

    Uma pessoa segura uma linha de pesca com um pequeno peixe recém-pescado sobre as águas escuras do Amazonas, perto de uma margem de areia.
    Photo: Emma Phillips

    Apesar da diferença de realidades, Emma conhece muito bem essa parte do mundo. Como já trabalhou com líderes indígenas brasileiros, compreende o que esses povos enfrentam e os contextos que percorrem. “Trabalhar com o conhecimento e a cosmologia deles é como desaprender tudo o que me ensinaram”, afirma, definindo a experiência como uma forma de entender a importância da diversidade cultural.

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    O poder da natureza e o calor humano

    Navegar pelo Rio Negro trouxe contrastes fascinantes para a família. Emma descreve a floresta como “envolvente e intensa”, enquanto o rio oferecia uma sensação de “enorme abertura e tranquilidade” — com a grande vantagem de que as águas escuras e ácidas mantinham os mosquitos afastados!

    Durante a expedição, eles foram agraciados pela presença de ariranhas, jacarés, diferentes espécies de pássaros, botos e outros animais da Amazônia. A natureza também mostrou sua magnitude quando uma forte tempestade na última noite os lembrou do poder da floresta e da importância do preparo da tripulação.

    Viajando como uma mulher queer, Emma confessa que há sempre uma ansiedade interna sobre como seu relacionamento será recebido. No entanto, a receptividade no cruzeiro foi notável. “No começo, a tripulação tentou entender nossa dinâmica — uma mulher britânica e uma mulher amazônida juntas —, mas assim que entenderam, o clima foi de total respeito e ninguém nos fez sentir desconfortáveis.”

     Uma mulher de cabelos escuros, usando brincos de argola e um colete salva-vidas camuflado, senta-se em um pequeno barco, olhando pensativa para a exuberante vegetação da margem do rio.
    Photo: Emma Phillips

    Um dos momentos mais tocantes ocorreu na cozinha do barco. “Uma das chefs compartilhou que sua própria filha também era queer. Acho que ela ficou feliz em ver nossa dinâmica se desenrolar na frente dela. Foi adorável”, ela relembra.

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    Viagens que empoderam (e um convite)

    A jornada pela Amazônia uniu famílias de continentes diferentes e reforçou a crença de Emma no poder transformador de explorar o desconhecido. “Viajar nos permite testemunhar outras formas de existir no mundo. Acredito que viajar empodera qualquer mulher, qualquer pessoa, pois proporciona experiências nas quais você precisa ser constantemente decisiva, enfrentar medos e avaliar riscos.

    Para as mulheres que sonham em explorar a imensidão da Amazônia, mas ainda sentem alguma hesitação, o conselho de Emma é claro: foque na segurança ao viajar com suporte, junto a um grupo ou a uma operadora de turismo de confiança.

    Duas mulheres estão na base de uma enorme árvore amazónica, olhando para o tronco imponente e para a densa copa verde acima delas.

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    Expandindo horizontes com o PlanetaEXO

    Movida pelo amor e por um profundo interesse pela natureza e pela diversidade cultural, Emma conseguiu expandir sua visão de mundo. É isso que as viagens fazem: elas nos presenteiam com o belo conhecimento de que a vida não tem fronteiras e que há muito para se ver lá fora.

    Com o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em passeios de aventura no Brasil, essa jornada se torna ainda mais rica. Ao seguir diretrizes que criam um impacto positivo no meio ambiente e nas comunidades locais, proporcionamos experiências plenas e inesquecíveis. Entre em contato conosco agora!